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Sobre nosso grupo de pesquisa - Cultura e Memoria

Sobre nosso grupo de pesquisa - Cultura e Memoria O Grupo de Pesquisa Cultura, Memória e Desenvolvimento foi criado em 2002 na Universidade Federal da Bahia. Desde então, o grupo agrega pesquisadores cujo interesse comum tem se pautado nas várias maneiras como cultura e economia cada vez mais fazem duetos, repercutindo seja no plano das políticas públicas seja naquele da produção e do acesso aos bens simbólicos. Ou, ainda, no que diz respeito às maneiras como diferentes mediações participam da atualização de matrizes culturais, deixando margens para redefinir a cognição sobre os enlaces de tradição e modernidade; campo e cidade; erudito, popular e massivo; ocidente e suas alteridades étnico-históricas. Mas a ênfase tem sido posta continuamente nos chamados sistemas de práticas lúdico-artísticas em suas intercessões com os sistemas técnico-informacionais, com as dinâmicas e circuitos dos distintos mercados, com as razões do Estado-nação e, sobretudo, com as repercussões de todos esses aspectos nas permanências e nos remanejamentos próprios à esfera cultural.

Atualmente, o grupo se constitui em uma rede de 26 pesquisadores e mais 20 estudantes inseridos em 11 instituições de ensino e pesquisa distribuídas por diferentes unidades federativas e regiões brasileiras, tendo por sede o Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade de Brasília. Ainda assim permanece em comum o mesmo traço nas tantas figuras assumidas pelo tema do mesmo e do diverso nas pesquisas desenvolvidas pelos integrantes do grupo; denominador comum este definido pela prioridade gozada pela questão da memória enquanto fator-chave. Ao consistir em um domínio psíquico-simbólico de coordenação e regulação das lembranças e dos esquecimentos, os estudos concluem sobre o quanto nevrálgico é o lugar da memória na distribuição do conhecimento inter-geracionalmente elaborado, anotando sua importância na exteriorização das intenções humanas. Logo, com efeitos no estabelecimento de cadências temporais vislumbradas tanto nos ritmos cotidianos marcados no controle auto-reflexivo dos impulsos corporais quanto na demarcação institucional do horizonte e também da profundidade temporal da existência individual e coletiva. Assim, os vários tratamentos procuram demonstrar até que ponto os diferentes equilíbrios e, também, as disposições entre forças sociais concorrem no tocante ao alcance do status de se tornarem autoridades no tocante a programar verdades, isto é, determinar critérios de certificação, retidão e veracidade segundo os quais, pelo filtro do seus respectivos eixos imaginários, específica época e estrutura sócio-simbólicas lidam analogamente com outras.

Diante do lugar heurístico ocupado pela memória, ganhou relevo na trajetória do grupo o debate teórico-sociológico acerca dos problemas do saber incorporado e da mimesis na correlação entre expressão e comunicação em contextos de modernização. Considerando os últimos enquanto contextos de mudança histórica nos quais a passagem do tempo não apenas se torna objeto de reflexão a respeito dos legados do passado, mas se insere seja como recurso na orientação de condutas seja na elaboração de estilos de vida e, ainda, na demarcação de patrimônios materiais e intangíveis. Deste modo, as linhas de pesquisa implementadas têm por objeto as mais diferentes facetas das interseções de memória, cultura e desenvolvimento nos desdobramentos da economia simbólica aninhada na estrutura urbano-industrial e de serviços. Com isto, o núcleo dos estudos são as convergências históricas possíveis entre expressões humanas e suportes técnicos de visibilização, com seus antecedentes e repercussões sócio-civilizadores. São destacadas as práticas lúdico-artísticas, esportivas e religiosas entretidas nos agenciamentos de símbolos de pertencimento étnico, geracional e gênero na interface com o poder estatal e à trama das agências internacionais, com a economia capitalista e às redes tecnológicas e institucionais informático-comunicacionais. Triangulação na qual são forjados circuitos de produção e consumo de bens de informação, mas dispostos em diferentes arranjos e escalas sócio-geográficas e culturais, onde as disputas por reconhecimento pautam disposições e linguagens, no ajuste tanto com fórmulas pelo incremento quanto nas lutas pela distribuição da riqueza nas sociedades consumidoras.

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